Sábado, Novembro 27, 2004

Caros leitores

Caros leitores, lamento não ter escrito durante tanto empo, mas as aulas, os testes e os eternos trabalhos de casa não perdoam na vida de um estudante. Mas claro, todo este esforço e dedicação reflecte-se nas notas que até agora são excelentes.

Este ano que decorre parece estar mais calmo, pelo menos sem professores do género da professora de francês do ano passado, pelo menos até agora. Mesmo o ambiente entre alunos está melhor, visto que os mais problemáticos sairam quase todos para cursos profissionais.

|

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Recomeço das aulas

Finalmente, comecei o meu ano escolar depois da tão polémica colocação dos professores.

Depois de ter estado quase meio mês à espera que começassem as aulas, e inúmeros adiamentos das datas de apresentação. Hoje por fim fomos à escola para nos apresentarmos. A directora de turma entregou-nos os horários com a lista dos professores, e claro fui logo ver quem era a minha professora de francês e felizmente não era a mesma do ano passado.

Agora quero ver como é que em tão pouco tempo os professores de nono ano vão dar a matéria toda para os exames finais, visto que as aulas para o nono e para o décimo segundo acabam mais cedo, devido aos exames.

Exames estes que também ninguém sabe nem as datas nem as disciplinas à qual vamos ter de fazer exame.

A partir de agora prometo que vou tentar escrever todas as semanas no blog, isto se os testes mo permitirem, mas não prometo que fale sempre da escola.

|

Sábado, Junho 12, 2004

Pronto, agora fui para a rua

Ontem durante o meu teste de francês, o meu colega do lado pediu um dicionário e reparou que as primeiras páginas do dicionário, que estão a explicar as abreviaturas, estava ao contrário, então pensou que a capa estava virada ao contrário e eu ri-me.

De seguida a professora perguntou-me porque é que eu estava a falar ao qual eu respondi que não estava a falar mas que me tinha rido, e ela respondeu-me no tom do costume:
- Ó rapazinho, isso não é a mesma coisa?
E eu respondi:
-O rapazinho tem nome.
E ela em vez de me pedir desculpa e admitir que errou não, preferiu o método mais engraçado para ela que foi mandar-me para a rua.

Acho que cada qual tem um nome e ele serve para alguma coisa. Os meus pais não me chamam assim.

|

Sexta-feira, Junho 11, 2004

Teste de Francês

O Henrique tem hoje teste de francês e teve português na quarta-feira. Teve que dar alguma folga ao Blog. Foi pressão minha. Suponho que compreenderão.



Henrique Jorge (o pai do Henrique)

|

Segunda-feira, Junho 07, 2004

O telemóvel

Estávamos nós plenamente calmos na nossa aula de francês, quando de repente toca um telemóvel. E nós pensamos de quem será este telemóvel?

Era o telemóvel da nossa professora de francês. Por aqui tudo bem, pode acontecer a todos. Mas qual é o nosso espanto quando a professora atende o telemóvel e responde:
- “ Tou sim agora não posso atender tou numa aula, mas vem me buscar às 6h e 30m”.
E nem desculpa nos pediu. Mas tudo bem.

Quando duas semanas depois numa mesma aula de francês o telemóvel de uma colega minha toca e, qual é o nosso espanto quanto à reacção da professora que diz para a delegada de turma ir pedir a uma funcionária para chamar alguém do Conselho Executivo à aula porque lhe queria relatar o sucedido.

Quando a professora do Conselho Executivo chega à aula, a professora da disciplina conta o que se passou, altura em que eu a confronto com a situação de há duas semanas. Ao qual a professora me responde num tom muito pouco agradável:

- “ Tu nem te compares a mim eu sou eu e vocês são vocês, eu é que mando aqui.”

E de seguida a professora do Conselho Executivo saiu e apenas disse para, caso o dono do telemóvel não dissesse nada à professora, poderia haver um conselho disciplinar para a turma toda. Embora, quando o telemóvel tocou a professora nem quis perguntar de quem era o telemóvel. Apenas disse à delegada de turma que fosse dizer à funcionária do piso para chamar uma professora do Conselho Executivo.

Estas ameaças, ora de ir para a rua, ora de fazer um Conselho Disciplinar, reinam naquela escola, tanto da parte dos professores como dos funcionários.

|

A professora de Francês

Venho aqui dar a conhecer a minha professora de francês e como tal relatar casos exuberantes nas aulas desta disciplina.

Desde que o ano lectivo começou que as aulas de francês são um inferno, e na avaliação desta disciplina são mais os testes negativos do que os positivos. Já houve um teste com duas positivas em vinte e quatro e a melhor classificação da minha turma foi aproximadamente de metade de positivas e metade de negativas.

Isto só para não falar da frequência com que a professora manda alunos para a rua, ou seja, lhes faz uma participação disciplinar. Mas esta situação é muito frequente na minha escola sempre que uma professora se enerva mais. A solução que as professoras encontram é mandar “2 ou 3 pessoas” para a rua, em vez de tentar uma melhor resolução. Ou então mandam os alunos para a SATA, local onde se mantêm até os professores que lá estão acharem que os alunos se mostram arrependidos. Este departamento (não sei o que é que quer dizer SATA) ao qual alguns professores, que tentam evitar problemas aos alunos e tratam das questões de uma forma calma, chamam “Serviço de Apoio a Terroristas Amadores”.

Mas continuando a falar da professora de francês, nós já ouvimos insultos e ameaças da parte dela claro. Situação esta que nós comunicamos à nossa Directora de Turma, sendo tantas as queixas, que a mesma nos disse que a partir de agora as queixas teriam de ser feitas por escrito. E foi o que nós fizemos mas sem resposta, nem pela parte da Directora de Turma, nem pelo Conselho Executivo.

Será que não há ninguém que nos ligue?

Ela não faz outra coisa que não seja ameaçar-nos, e uma vez disse-nos que ia deixar de fazer queixas à escola iria começar a fazer queixas ao Ministério da Educação. Será que fez isto porque diz que tem um irmão que é Director Regional da Educação de Setúbal? Será que isto é verdade?

|

Domingo, Junho 06, 2004

Nalgumas escolas os alunos são maltrados diariamente. Aqui transmitirei semanalmente a expressão desse tratamento em que somos considerados como uma espécie de marginais a quem nunca ninguém dará razão, mesmo que ela seja evidente

|